sexta-feira, 29 de agosto de 2008
O que anula uma redação?
Falei na última aula. Está também no site do ENEM. Veja alguns deslizes que podem valer nota zero.
Importante: A redação só é corrigida se tiver estrutura de dissertação, mais de quinze linhas, respeitar o tema proposto, estiver legível, não tiver identificação do autor e for escrita a caneta. Se não respeitar qualquer um desses critérios, é contabilizada como nota zero.
Importante: A redação só é corrigida se tiver estrutura de dissertação, mais de quinze linhas, respeitar o tema proposto, estiver legível, não tiver identificação do autor e for escrita a caneta. Se não respeitar qualquer um desses critérios, é contabilizada como nota zero.
Dicas para a redação
A dissertação tem uma estrutura padrão, que é: (1) a introdução ou apresentação, que geralmente ocupa um único parágrafo (não é regra!); depois vem (2) o desenvolvimento do tema ou a argumentação, que pode ser organizado em alguns parágrafos (dois, três, quatro...), depende de quantos você precisa; e, por último, (3) a conclusão, que geralmente também se concentra em um único parágrafo. Não se esqueça do título. Ele deve ser original. Não o confunda com o tema. O título é seu. O tema, na prova do ENEM, já aparece de forma clara.
1. Na apresentação, o tema do qual você irá tratar deve ser explicitado e também o seu ponto de vista sobre ele. A primeira frase precisa capturar o leitor. Evite frases de efeito e o chamado senso comum. Portanto, nada de frases prontas! Há sempre espaço para a originalidade em todo o texto, em qualquer modalidade de texto, e, especialmente, no dissertativo, porque ele trata de idéias. Provérbios e ditos populares - a não ser em uma situação em que algum caia como uma luva e, por isso, seja uma espécie de mote - não são bons argumentos. A dissertação é um texto lógico. Não há lugar para absurdos, lembre-se disso! Seja objetivo.
2. No desenvolvimento, escreva os argumentos que irão reforçar, e, principalmente, comprovar o seu ponto de vista. De preferência, coloque cada idéia em um parágrafo, procure ser claro e objetivo em todos os momentos. Prefira o argumento à metáfora. Se for estabelecer comparações, é preferível que os elementos relacionados pertençam ao mesmo assunto e, é fundamental que a relação que você tecer entre eles seja compreensível e crível. Uma boa dissertação precisa ser acreditada! Procure desenvolver uma linha de raciocínio, como uma espécie de caminho pelo qual você conduz o leitor no percurso de suas idéias. Seja afirmativo!
3. Na conclusão, faça as considerações finais. Você pode também reforçar ou retomar a idéia principal, de uma outra maneira, enfatizando-a e sendo bastante taxativo em relação ao seu ponto de vista, uma vez que ele já foi bem defendido. É um fecho. Você pode, inclusive, usar uma frase forte (contundente) para encerrar.
Bom trabalho!
1. Na apresentação, o tema do qual você irá tratar deve ser explicitado e também o seu ponto de vista sobre ele. A primeira frase precisa capturar o leitor. Evite frases de efeito e o chamado senso comum. Portanto, nada de frases prontas! Há sempre espaço para a originalidade em todo o texto, em qualquer modalidade de texto, e, especialmente, no dissertativo, porque ele trata de idéias. Provérbios e ditos populares - a não ser em uma situação em que algum caia como uma luva e, por isso, seja uma espécie de mote - não são bons argumentos. A dissertação é um texto lógico. Não há lugar para absurdos, lembre-se disso! Seja objetivo.
2. No desenvolvimento, escreva os argumentos que irão reforçar, e, principalmente, comprovar o seu ponto de vista. De preferência, coloque cada idéia em um parágrafo, procure ser claro e objetivo em todos os momentos. Prefira o argumento à metáfora. Se for estabelecer comparações, é preferível que os elementos relacionados pertençam ao mesmo assunto e, é fundamental que a relação que você tecer entre eles seja compreensível e crível. Uma boa dissertação precisa ser acreditada! Procure desenvolver uma linha de raciocínio, como uma espécie de caminho pelo qual você conduz o leitor no percurso de suas idéias. Seja afirmativo!
3. Na conclusão, faça as considerações finais. Você pode também reforçar ou retomar a idéia principal, de uma outra maneira, enfatizando-a e sendo bastante taxativo em relação ao seu ponto de vista, uma vez que ele já foi bem defendido. É um fecho. Você pode, inclusive, usar uma frase forte (contundente) para encerrar.
Bom trabalho!
Como fazer redação no Enem - conselhos e modelo
Texto do Prof. Hélio Consolaro, publicado em
O tema proposto pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sempre traz uma situação como tema, geralmente de caráter social, para que o estudante faça uma análise.
A banca apresenta textos de apoio, gráficos e (ou) figuras para que o estudante tenha subsídios para analisar o problema apresentado.
Nesse modelo, sempre proponho a meus alunos do ensino médio que façam uma dissertação de quatro parágrafos, quantidade ideal para atingir as 25 linhas propostas.
O aluno deve verbalizar no primeiro parágrafo o problema apresentado como tema, com suas próprias palavras. Nele, não se dá opinião, pois não se trata de dissertação argumentativa. A posição ideológica do aluno (não se omita) vai aparecer nos apontamentos da causa e da conseqüência, e principalmente na conclusão.
No segundo parágrafo, o estudante indica uma causa do problema, o porquê daquilo acontecer; no terceiro, uma conseqüência, em razão dele, ocorre tal coisa.
E na conclusão, como sempre, a banca examinadora pede para que o estudante apresente a solução para o problema.
Exemplo bem resumido:
Introdução: Muitos jovens deixam-se dominar pelo vício em diversos tipos de entorpecentes, mal que se alastra cada vez no Brasil.
Tópico frasal do 2.º parágrafo (causa): Algumas pessoas refugiam-se nas drogas na tentativa de esquecer seus problemas.
Tópico frasal do 3.º parágrafo (conseqüência): Tornam-se dependentes dos psicóticos dos quais se utilizam e, na maioria das vezes, transformam-se em pessoas inúteis para si mesmas e para a comunidade.
Conclusão (solução): Fazem-se necessárias políticas públicas fortes de prevenção, com atividades culturais e esportivas para a juventude, ocupando-lhe o tempo, formando o caráter dos adolescentes.
Introdução e conclusão devem ser curtas, pois na primeira apresenta-se o problema; na segunda, a solução, sem delongas. A maior parte das linhas deve ser usada nos parágrafos da causa e da conseqüência.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Prazo de inscrição no PASUSP é prorrogado até o dia 27 de agosto
A Universidade de São Paulo (USP) e a Secretaria Estadual de Educação (SEE) decidiram prorrogar, até o dia 27 de agosto (quarta-feira), a inscrição para o Programa de Avaliação Seriada (PASUSP). A inscrição gratuita de estudantes de 3° ano do Ensino Médio, matriculados em escolas vinculados à SEE, está sendo realizada diretamente nas escolas, mediante a apresentação do CPF do aluno.
A prova será aplicada pela FUVEST no dia 19 de outubro (domingo) e constará de 50 questões objetivas, cada uma com cinco opções de resposta. O estudante terá 4 horas para responder às questões. O conteúdo da prova terá como base os Referenciais Curriculares para o Ensino Médio da SEE. O resultado da avaliação será revertido em bônus adicional de até 3% na pontuação da primeira e da segunda fases do vestibular da FUVEST, a depender do desempenho do estudante na prova.
Mais detalhes sobre o PASUSP podem ser obtidos no site http://www.usp.br/inclusp/pasusp
A prova será aplicada pela FUVEST no dia 19 de outubro (domingo) e constará de 50 questões objetivas, cada uma com cinco opções de resposta. O estudante terá 4 horas para responder às questões. O conteúdo da prova terá como base os Referenciais Curriculares para o Ensino Médio da SEE. O resultado da avaliação será revertido em bônus adicional de até 3% na pontuação da primeira e da segunda fases do vestibular da FUVEST, a depender do desempenho do estudante na prova.
Mais detalhes sobre o PASUSP podem ser obtidos no site http://www.usp.br/inclusp/pasusp
Participantes já podem consultar local de prova do Enem
Leia em:
http://www.enem.inep.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=95&Itemid=1
http://www.enem.inep.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=95&Itemid=1
sábado, 26 de julho de 2008
Sétima proposta de redação
Inclusão digital – o computador como ferramenta para a construção do conhecimento.
Sexta proposta de redação
Tema (desdobrado em três questões):
Por que os alunos vão mal na redação?
O estudante brasileiro tem dificuldade em escrever?
Como melhorar esse aspecto da formação?
O poeta (Mário Quintana) vive brigando com as palavras para dizerem o que ele quer que digam. “Sempre tive dificuldade de escrever, acho que estilo é a dificuldade de expressão de cada um e, para se dar a impressão de que se fez uma coisa pela primeira vez, é preciso reescrever muito.” (Luis Fernando) Verissimo encara a criação do mesmo modo. “Tenho dificuldade de escrever” - repete - “para mim não é uma coisa natural. Levo horas para chegar a um piada. Gosto mais de desenhar e, quanto mais a gente escreve, mais difícil fica.”
Quintana e Verissimo, um encontro feito de humor e poesia, De Cleusa Maria. Jornal do Brasil, 4/5/84
***
“Eu arriscaria dizer que, quanto mais se valorizar a redação, tanto melhor será o ensino.”
Reginaldo Pinto de Carvalho, coordenador de correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Professor de Língua Portuguesa, dirige o Centro de Línguas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. É também membro da diretoria da Associação de Professores de Língua e Literatura (APLL). Tem obras publicadas sobre o ensino de Língua Portuguesa e é pesquisador na área de Estilística.
***
A Fuvest, maior e mais importante vestibular do país, repreendeu ontem escolas e cursos pré-vestibulares por ensinar seus alunos a produzir redações padronizadas, repleta de clichês e de citações generalistas. A instituição alerta que até os textos rebuscados recebem nota zero se fugirem do tema proposto."Os professores estão ensinando fórmulas que prendem o candidato, o que chamamos aqui de texto camisa-de-força", alertou Maria Thereza Fraga Rocco, diretora-executiva da Fuvest, fundação que elabora o vestibular da USP (Universidade de São Paulo), da Santa Casa e da Academia de Polícia Militar do Barro Branco.
Por que os alunos vão mal na redação?
O estudante brasileiro tem dificuldade em escrever?
Como melhorar esse aspecto da formação?
O poeta (Mário Quintana) vive brigando com as palavras para dizerem o que ele quer que digam. “Sempre tive dificuldade de escrever, acho que estilo é a dificuldade de expressão de cada um e, para se dar a impressão de que se fez uma coisa pela primeira vez, é preciso reescrever muito.” (Luis Fernando) Verissimo encara a criação do mesmo modo. “Tenho dificuldade de escrever” - repete - “para mim não é uma coisa natural. Levo horas para chegar a um piada. Gosto mais de desenhar e, quanto mais a gente escreve, mais difícil fica.”
Quintana e Verissimo, um encontro feito de humor e poesia, De Cleusa Maria. Jornal do Brasil, 4/5/84
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“Eu arriscaria dizer que, quanto mais se valorizar a redação, tanto melhor será o ensino.”
Reginaldo Pinto de Carvalho, coordenador de correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Professor de Língua Portuguesa, dirige o Centro de Línguas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. É também membro da diretoria da Associação de Professores de Língua e Literatura (APLL). Tem obras publicadas sobre o ensino de Língua Portuguesa e é pesquisador na área de Estilística.
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A Fuvest, maior e mais importante vestibular do país, repreendeu ontem escolas e cursos pré-vestibulares por ensinar seus alunos a produzir redações padronizadas, repleta de clichês e de citações generalistas. A instituição alerta que até os textos rebuscados recebem nota zero se fugirem do tema proposto."Os professores estão ensinando fórmulas que prendem o candidato, o que chamamos aqui de texto camisa-de-força", alertou Maria Thereza Fraga Rocco, diretora-executiva da Fuvest, fundação que elabora o vestibular da USP (Universidade de São Paulo), da Santa Casa e da Academia de Polícia Militar do Barro Branco.
Essas redações, afirma, geralmente empregam citações de grandes nomes da literatura ou de pensadores. "É bastante comum os estudantes utilizarem no início dos parágrafos frases como: Segundo [Sigmound] Freud, ...; De acordo com [François Marie Arouet] Voltaire,...; para mostrar erudição. Mas isso não tem valor algum se o candidato fugir da proposta da redação."
Maria Thereza ressalta que as referências não são proibidas, mas devem ser usadas com cautela e no momento oportuno.
Direção da Fuvest critica escolas e cursinhos por redações-clichê por Alexandre Nobeschi em Folha de S. Paulo, 19/04/2005
***
Orientações gerais
Como produzir um bom texto
- Leia atentamente as orientações da prova
- Defenda seu ponto de vista com consistência e criatividade. Evite clichês e idéias de senso comum
- Seja claro e crítico
- Cada parágrafo deve expressar uma idéia completa e dar progressão ao texto
- Evite repetições e textos com frases soltas e desconexas. Use conjunções para interligar orações
- Procure vocabulário adequado ao tipo de texto que está produzindo. O uso de gírias, por exemplo, não é condenado, desde que tenha relação com a idéia central do texto e não mostre pobreza de vocabulário
Como produzir um bom texto
- Leia atentamente as orientações da prova
- Defenda seu ponto de vista com consistência e criatividade. Evite clichês e idéias de senso comum
- Seja claro e crítico
- Cada parágrafo deve expressar uma idéia completa e dar progressão ao texto
- Evite repetições e textos com frases soltas e desconexas. Use conjunções para interligar orações
- Procure vocabulário adequado ao tipo de texto que está produzindo. O uso de gírias, por exemplo, não é condenado, desde que tenha relação com a idéia central do texto e não mostre pobreza de vocabulário
sábado, 5 de julho de 2008
ATENÇÃO! Inscrições para Enem 2008 serão reabertas no período de 7 a 11 de julho
Inscrições para Enem 2008 serão reabertas no período de 7 a 11 de julho
As inscrições para o Exame Nacional de Ensino Médio, Enem 2008, serão reabertas no período entre as 8 horas do dia 7 e as 23h59min do dia 11 de julho. Conforme portaria nº 99 publicada nesta sexta-feira, 4, no Diário da União, as inscrições poderão ser feitas somente pela Internet, por meio do site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), pelo endereço www.enem.inep.gov.br/inscricao.
As inscrições para o Exame Nacional de Ensino Médio, Enem 2008, serão reabertas no período entre as 8 horas do dia 7 e as 23h59min do dia 11 de julho. Conforme portaria nº 99 publicada nesta sexta-feira, 4, no Diário da União, as inscrições poderão ser feitas somente pela Internet, por meio do site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), pelo endereço www.enem.inep.gov.br/inscricao.
sábado, 21 de junho de 2008
Literatura
Os tópicos de estudos de Literatura estão na barra da direita, basca procurá-los.
Já passamos por:
Primeira literatura
Barroco
Arcadismo
Por favor, revisem, estudem e leiam os textos complementares.
Já passamos por:
Primeira literatura
Barroco
Arcadismo
Por favor, revisem, estudem e leiam os textos complementares.
Quinta proposta de redação
Fonte: Veja Classe AAA, Maio de 2005
"No Brasil a concentração de renda é tão intensa que o índice P90/P10 está em 68 (2001). Ou seja, para cada Dólar que os 10% mais pobres recebem, os 10% mais ricos recebem 68. O Brasil ganha apenas da Guatemala, Suazilândia, República Centro-Africana, Serra Leoa, Botsuana, Lesoto e Namíbia."
Fonte: Wikipedia
Educação é 2º fator de desigualdade social, diz Ipea
A educação é o segundo fator para a desigualdade entre ricos e pobres no Brasil - perde apenas para o acesso à cultura. A conclusão é do estudo Gasto e Consumo das Famílias Brasileiras Contemporâneas, divulgado nesta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O trabalho aponta que as famílias mais ricas gastam 30% a mais que as mais pobres e que quanto maior a renda per capita e o nível de escolaridade dos chefes de família, maior a parcela das despesas com educação.
Enquanto no biênio 1987/88 as despesas das famílias mais ricas brasileiras eram 11,9 vezes superiores às das mais pobres, em 2002/03 essa diferença cresceu para 24,5 vezes, sobretudo pelo aumento com gastos nos cursos regulares - de 13,9 para 44,5 vezes. Em 2002/03, os itens que apontam maior desigualdade de despesas entre as classes sociais brasileiras são os cursos de pós-graduação e os de idiomas, seguidos pelos de ensino superior e médio.
De acordo com o estudo, os gastos com cursos de pós-graduação são praticamente nulos entre as famílias mais pobres do Brasil. Outro indicador de desigualdade é que as despesas das famílias mais ricas com cursos de idiomas superam em até 800 vezes as das mais pobres.
A pesquisa aponta ainda que educação foi o item que mais cresceu no orçamento das famílias: os gastos passaram de 3,16% em 1987/88 para 4,26% em 1995/96, e para 5,50% em 2002/03. O aumento dessas despesas de 1987 a 2003 foi maior na região metropolitana de Goiânia, seguida pelas de São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.
Os maiores gastos foram com os cursos regulares (pré-escolares, fundamental, médio e superiores), que em 1987/88 representavam 44,80% do total despendido com educação e em 2002/03 subiram para 66,47%. Os pesquisadores creditam essa alta à expansão da rede privada de ensino nos últimos 15 anos. Neste período, só as matrículas no ensino superior privado cresceram 174%, enquanto no público aumentaram 79,8%.
Para o ensino fundamental e o médio, o percentual de matrículas nas escolas privadas caiu de 12,2% para 9,2% em 1991/02, e de 27% para 12,9%, respectivamente. Segundo o estudo do Ipea, o aumento das mensalidades no período contribuiu para a queda nestes indicadores.
No entanto, segundo a economista Tatiane Menezes, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e uma das pesquisadoras da obra, as famílias mais ricas do conjunto da sociedade continuaram a procurar mais as matrículas de seus filhos nas escolas privadas do sistema básico (fundamental e médio), em razão da queda na qualidade do ensino público para essas faixas.
No entanto, segundo a economista Tatiane Menezes, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e uma das pesquisadoras da obra, as famílias mais ricas do conjunto da sociedade continuaram a procurar mais as matrículas de seus filhos nas escolas privadas do sistema básico (fundamental e médio), em razão da queda na qualidade do ensino público para essas faixas.
Fonte: Agência Brasil, publicado no portal Terra em 23 de junho de 2007.
Com base nas idéias presentes nos textos acima, redija uma dissertação sobre o tema:
Distribuição de renda: como evitar que os ricos fiquem cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres?
Analisar a realidade brasileira e propor idéias para gerar desenvolvimento e renda, promovendo a inclusão social. Considerar os papéis do Estado, da iniciativa privada e da sociedade civil.
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.
Observações:
• Seu texto deve ser escrito na modalidade padrão da língua portuguesa.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
• O texto deve ter, no mínimo, 15 (quinze) linhas escritas.
sábado, 14 de junho de 2008
Quarta proposta de redação
Extraída do ENEM 2005
Leia com atenção os seguintes textos:
“A crueldade do trabalho infantil é um pecado social grave em nosso País. A dignidade de milhões de crianças brasileiras está sendo roubada diante do desrespeito aos direitos humanos fundamentais que não lhes são reconhecidos: por culpa do poder público, quando não atua de forma prioritária e efetiva, e por culpa da família e da sociedade, quando se omitem diante do problema ou quando simplesmente o ignoram em decorrência da postura individualista que caracteriza os regimes sociais e políticos do capitalismo contemporâneo, sem pátria e sem conteúdo ético.”
(Xisto T. de Medeiros Neto. A crueldade do trabalho infantil.
Diário de Natal. 21/10/2000.)
“Submetidas aos constrangimentos da miséria e da falta de alternativas de integração social, as famílias optam por preservar a integridade moral dos filhos, incutindo-lhes valores, tais como a dignidade, a honestidade e a honra do trabalhador. Há um investimento no caráter moralizador e disciplinador do trabalho, como tentativa de evitar que os filhos se incorporem aos grupos de jovens marginais e delinqüentes, ameaça que parece estar cada vez mais próxima das portas das casas.”
“Art. 4o. – É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.”
(Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990.)
Com base nas idéias presentes nos textos acima, redija uma dissertação sobre o tema:
O trabalho infantil na realidade brasileira.
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.
Observações:
• Seu texto deve ser escrito na modalidade padrão da língua portuguesa.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
• O texto deve ter, no mínimo, 15 (quinze) linhas escritas.
Leia com atenção os seguintes textos:
“A crueldade do trabalho infantil é um pecado social grave em nosso País. A dignidade de milhões de crianças brasileiras está sendo roubada diante do desrespeito aos direitos humanos fundamentais que não lhes são reconhecidos: por culpa do poder público, quando não atua de forma prioritária e efetiva, e por culpa da família e da sociedade, quando se omitem diante do problema ou quando simplesmente o ignoram em decorrência da postura individualista que caracteriza os regimes sociais e políticos do capitalismo contemporâneo, sem pátria e sem conteúdo ético.”(Xisto T. de Medeiros Neto. A crueldade do trabalho infantil.
Diário de Natal. 21/10/2000.)
“Submetidas aos constrangimentos da miséria e da falta de alternativas de integração social, as famílias optam por preservar a integridade moral dos filhos, incutindo-lhes valores, tais como a dignidade, a honestidade e a honra do trabalhador. Há um investimento no caráter moralizador e disciplinador do trabalho, como tentativa de evitar que os filhos se incorporem aos grupos de jovens marginais e delinqüentes, ameaça que parece estar cada vez mais próxima das portas das casas.”
“Art. 4o. – É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.”
(Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990.)
Com base nas idéias presentes nos textos acima, redija uma dissertação sobre o tema:
O trabalho infantil na realidade brasileira.
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.
Observações:
• Seu texto deve ser escrito na modalidade padrão da língua portuguesa.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
• O texto deve ter, no mínimo, 15 (quinze) linhas escritas.
Terceira proposta de redação - argumentação
Os 8 passos para o Brasil virar uma potência
Por Isabel Clemente, Alexandre Mansur e Renata Leal
O prestígio internacional dá orgulho ao empresariado e ao governo do Brasil. Desde as privatizações não se via tanto investimento privado novo num mesmo setor. Até Pedro Paulo Diniz, ex-piloto de Fórmula 1 e empresário do ramo de entretenimento, e sua irmã, Lucila Diniz, herdeiros do grupo Pão de Açúcar, chegaram ao combustível natural. Vão investir cerca de US$ 200 milhões em duas usinas de álcool em Goiás. Para ter uma idéia do fascínio que o álcool vem exercendo, basta contar as liberações de crédito do BNDES.
Até a metade de maio, o BNDES aprovou R$ 1,24 bilhão para projetos no setor. É mais que todo o financiamento de 2005. E há os investimentos internacionais. O mais vultoso anunciado até agora são os US$ 2 bilhões reunidos pelo empresário Ricardo Semler e pelo ex-presidente da Petrobras Henri Philippe Reichstul, na Brazil Renewable Energy (Brenco). A empresa, lançada oficialmente no início do ano, já começou a plantar. Seus planos são construir quatro usinas, no Centro-Oeste, e exportar todo o álcool combustível produzido. Entre os sócios, empresários como Steve Case, fundador da AOL, Vinod Khosla, o multimilionário empreendedor indiano radicado nos Estados Unidos, e James Wolfenson, ex-presidente do Banco Mundial.
Segundo analistas, o Brasil tem potencial para se tornar uma Arábia Saudita verde. Os sauditas faturam US$ 154 bilhões por ano com petróleo. Ninguém arrisca quanto o Brasil ganharia exportando álcool. Mas poderíamos ir até mais longe porque, além de matéria-prima, dominamos a tecnologia da principal energia alternativa das próximas décadas. Receberíamos um volume de investimento sem comparação em nossa história, gerando fortunas empresariais e empregos em massa. Seria uma chance de dar um salto de desenvolvimento.
Essa chance existe porque o alto preço do petróleo e a preocupação com o aquecimento do planeta incentivam a busca por fontes de energia renováveis. O álcool, que o Brasil chegou a abandonar na década de 90, se encaixou nessa história. Embora a trajetória futura do álcool pareça brilhante, e o Brasil esteja na primeira classe, nada garante que não vamos ficar em alguma curva do caminho. Alguns desafios precisam ser enfrentados para o país não repetir o triste enredo de outros ciclos econômicos, como o da borracha, do café e do açúcar.
(...)
GARANTIR A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS
Se todo mundo começar a plantar cana, não vai faltar comida? Na teoria, não. A cana ocupa 6,2 milhões de hectares no Brasil. Outros 200 milhões de hectares são pastagens. Um ganho de 10% de produtividade no pasto liberaria 20 milhões de hectares para a expansão dos canaviais. Para atender à demanda mundial por álcool, caso o planeta resolva adicionar 5% de álcool à gasolina, precisaremos de pouco mais que 10 milhões de hectares plantados. O problema é que a vida real não funciona assim. Hoje, não há estímulo para a pecuária aumentar sua produtividade. E a produção de bois do país também tende a crescer. Também há pressão para plantar mais de outros alimentos. É pouco provável que alguém deixe de plantar. O que se teme é que plantadores de cana, pecuaristas e outros agricultores busquem a abertura de novas terras, pressionando as áreas de preservação ambiental.
EVITAR O CUSTO AMBIENTAL
Boa parte do prestígio do álcool tem razões ambientais. O combustível natural é uma alternativa à gasolina, cuja combustão gera gases que contribuem para o aquecimento global. “Mas essa vantagem é anulada se, para plantar cana, for necessário desmatar”, diz Christopher Flavin, do instituto Worldwatch, dos EUA. “Ninguém sério estabelece relação direta entre o desmatamento na Amazônia e a expansão da cana. O que existe é o risco para a Mata Atlântica e o Cerrado das regiões canavieiras.” E o perigo de uma compensação indireta: a plantação de cana sobre as pastagens do Sudeste e Centro-Oeste pode aumentar a pressão dos pecuaristas na Amazônia, onde eles já são os principais responsáveis pelo desmatamento ilegal e a grilagem.
A socióloga Laura Tetti, consultora da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única), diz que é questionada sobre isso três vezes por semana. Sua melhor resposta é o que vem ocorrendo em São Paulo, Estado que concentra 70% da produção de álcool do país. Em um gráfico, Laura mostra como a área de cana quase dobrou no Estado nos últimos 15 anos. Outro gráfico, com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, sugere que, no mesmo período, a área de remanescentes florestais do Estado cresceu. “Os dados mostram como São Paulo não perdeu florestas para a expansão da cana”, diz Laura. Como? Existem projetos bem-sucedidos de corredores ecológicos em torno de canaviais na região de Piracicaba, em São Paulo. Espécies da Mata Atlântica foram usadas para reflorestar áreas próximas às plantações.
Mas o destino da floresta ainda é incerto em outros Estados, como em Mato Grosso do Sul. Lá, existem projetos para expandir a área de canaviais de 200.000 para 1,2 milhão de hectares. “Só há um compromisso verbal de que o crescimento ocorrerá em áreas de pastagens, mas ninguém garante as reservas de Cerrado e Mata Atlântica da região”, diz Miguel Milano, da ONG Avina. “Claro que dá para plantar com cuidado. Mas não é o que temos visto.” O Ministério Público do Estado ainda está negociando salvaguardas ambientais com os representantes de 41 projetos de novas usinas para a região. Segundo o promotor Alexandre Raslan, eles ainda não concordam em assinar um termo se comprometendo a seguir a legislação ambiental para as s áreas arrendadas. “Isso garantiria a preservação de 20% da vegetação nativa em cada propriedade, como estabelece a lei”, diz.
OBTER GANHOS SOCIAIS
A indústria da cana, com pretensões a vôos internacionais, ainda se vê às voltas com problemas constrangedores, como a existência de trabalhadores em condições degradantes. O número de propriedades envolvidas é pequeno, mas a quantidade de trabalhadores libertados em alguns casos pelos fiscais do Ministério do Trabalho não. O caso mais estrondoso até agora foi a libertação de mil trabalhadores na fazenda Gameleira, em Mato Grosso, em 2005.
Mais do que melhorar as condições de trabalho, será preciso mudar o sistema de produção para atender às exigências do mercado externo. Além do trabalho degradante, a colheita da cana pressupõe a queima da plantação. Ela é feita para acabar com a palha da cana, cortante, que pode provocar lesões na pele e nos olhos. O fogo também reduz o risco de acidentes com animais, como cobras, no canavial.
A saída é mecanizar a colheita. Neste ano, 40% dos canaviais paulistas serão cortados à máquina. “Até 2017, esperamos não ter mais áreas queimadas e cortadas à mão no Estado”, diz Antônio de Padua Rodrigues, diretor-técnico da Única. As máquinas não servem para terrenos inclinados ou plantações pequenas, mas devem substituir a maior parte da mão-de-obra empregada no setor. É um aumento da produtividade. Mas, também, num primeiro momento, um aumento do desemprego no campo. Os cortadores representam metade do 1 milhão de trabalhadores que a cana emprega. Cada colheitadeira substituirá pelo menos cem deles.
Se a mecanização deverá tirar muitos trabalhadores do campo, o estudo poderá colocar parte deles para dentro das usinas ou criar outras oportunidades de emprego. A pedido da associação de produtores, o Centro Paula Souza, a maior rede de escolas técnicas do Estado de São Paulo, criou um curso técnico em açúcar e álcool há seis anos. A idéia inicial era capacitar quem já havia concluído o ensino médio e trabalhava nas usinas. De lá para cá, escolas técnicas espalhadas pelo Estado oferecem o curso, que dura dois anos. Em Osvaldo Cruz, a cerca de 600 quilômetros da capital, a Escola Técnica Amin Jundi está formando 40 alunos neste ano.
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Em todo o Oeste Paulista, devem ser abertas 40 usinas até 2010. Dos 160 mil postos de trabalho previstos, pelo menos 27 mil serão para técnicos. É o trabalho mais especializado tornando o lugar do trabalho braçal.
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Fonte: Revista Época, Edição 472, 04/06/2007
Se todo mundo começar a plantar cana, não vai faltar comida? Na teoria, não. A cana ocupa 6,2 milhões de hectares no Brasil. Outros 200 milhões de hectares são pastagens. Um ganho de 10% de produtividade no pasto liberaria 20 milhões de hectares para a expansão dos canaviais. Para atender à demanda mundial por álcool, caso o planeta resolva adicionar 5% de álcool à gasolina, precisaremos de pouco mais que 10 milhões de hectares plantados. O problema é que a vida real não funciona assim. Hoje, não há estímulo para a pecuária aumentar sua produtividade. E a produção de bois do país também tende a crescer. Também há pressão para plantar mais de outros alimentos. É pouco provável que alguém deixe de plantar. O que se teme é que plantadores de cana, pecuaristas e outros agricultores busquem a abertura de novas terras, pressionando as áreas de preservação ambiental.
EVITAR O CUSTO AMBIENTAL
Boa parte do prestígio do álcool tem razões ambientais. O combustível natural é uma alternativa à gasolina, cuja combustão gera gases que contribuem para o aquecimento global. “Mas essa vantagem é anulada se, para plantar cana, for necessário desmatar”, diz Christopher Flavin, do instituto Worldwatch, dos EUA. “Ninguém sério estabelece relação direta entre o desmatamento na Amazônia e a expansão da cana. O que existe é o risco para a Mata Atlântica e o Cerrado das regiões canavieiras.” E o perigo de uma compensação indireta: a plantação de cana sobre as pastagens do Sudeste e Centro-Oeste pode aumentar a pressão dos pecuaristas na Amazônia, onde eles já são os principais responsáveis pelo desmatamento ilegal e a grilagem.
A socióloga Laura Tetti, consultora da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única), diz que é questionada sobre isso três vezes por semana. Sua melhor resposta é o que vem ocorrendo em São Paulo, Estado que concentra 70% da produção de álcool do país. Em um gráfico, Laura mostra como a área de cana quase dobrou no Estado nos últimos 15 anos. Outro gráfico, com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, sugere que, no mesmo período, a área de remanescentes florestais do Estado cresceu. “Os dados mostram como São Paulo não perdeu florestas para a expansão da cana”, diz Laura. Como? Existem projetos bem-sucedidos de corredores ecológicos em torno de canaviais na região de Piracicaba, em São Paulo. Espécies da Mata Atlântica foram usadas para reflorestar áreas próximas às plantações.
Mas o destino da floresta ainda é incerto em outros Estados, como em Mato Grosso do Sul. Lá, existem projetos para expandir a área de canaviais de 200.000 para 1,2 milhão de hectares. “Só há um compromisso verbal de que o crescimento ocorrerá em áreas de pastagens, mas ninguém garante as reservas de Cerrado e Mata Atlântica da região”, diz Miguel Milano, da ONG Avina. “Claro que dá para plantar com cuidado. Mas não é o que temos visto.” O Ministério Público do Estado ainda está negociando salvaguardas ambientais com os representantes de 41 projetos de novas usinas para a região. Segundo o promotor Alexandre Raslan, eles ainda não concordam em assinar um termo se comprometendo a seguir a legislação ambiental para as s áreas arrendadas. “Isso garantiria a preservação de 20% da vegetação nativa em cada propriedade, como estabelece a lei”, diz.
OBTER GANHOS SOCIAIS
A indústria da cana, com pretensões a vôos internacionais, ainda se vê às voltas com problemas constrangedores, como a existência de trabalhadores em condições degradantes. O número de propriedades envolvidas é pequeno, mas a quantidade de trabalhadores libertados em alguns casos pelos fiscais do Ministério do Trabalho não. O caso mais estrondoso até agora foi a libertação de mil trabalhadores na fazenda Gameleira, em Mato Grosso, em 2005.
Mais do que melhorar as condições de trabalho, será preciso mudar o sistema de produção para atender às exigências do mercado externo. Além do trabalho degradante, a colheita da cana pressupõe a queima da plantação. Ela é feita para acabar com a palha da cana, cortante, que pode provocar lesões na pele e nos olhos. O fogo também reduz o risco de acidentes com animais, como cobras, no canavial.
A saída é mecanizar a colheita. Neste ano, 40% dos canaviais paulistas serão cortados à máquina. “Até 2017, esperamos não ter mais áreas queimadas e cortadas à mão no Estado”, diz Antônio de Padua Rodrigues, diretor-técnico da Única. As máquinas não servem para terrenos inclinados ou plantações pequenas, mas devem substituir a maior parte da mão-de-obra empregada no setor. É um aumento da produtividade. Mas, também, num primeiro momento, um aumento do desemprego no campo. Os cortadores representam metade do 1 milhão de trabalhadores que a cana emprega. Cada colheitadeira substituirá pelo menos cem deles.
Se a mecanização deverá tirar muitos trabalhadores do campo, o estudo poderá colocar parte deles para dentro das usinas ou criar outras oportunidades de emprego. A pedido da associação de produtores, o Centro Paula Souza, a maior rede de escolas técnicas do Estado de São Paulo, criou um curso técnico em açúcar e álcool há seis anos. A idéia inicial era capacitar quem já havia concluído o ensino médio e trabalhava nas usinas. De lá para cá, escolas técnicas espalhadas pelo Estado oferecem o curso, que dura dois anos. Em Osvaldo Cruz, a cerca de 600 quilômetros da capital, a Escola Técnica Amin Jundi está formando 40 alunos neste ano.
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Em todo o Oeste Paulista, devem ser abertas 40 usinas até 2010. Dos 160 mil postos de trabalho previstos, pelo menos 27 mil serão para técnicos. É o trabalho mais especializado tornando o lugar do trabalho braçal.
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Fonte: Revista Época, Edição 472, 04/06/2007
Com base nas idéias presentes nos textos acima, redija uma dissertação sobre o tema:
O Brasil como potência energética e os problemas sócio-ambientais.
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.
Observações:
• Seu texto deve ser escrito na modalidade padrão da língua portuguesa.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
• O texto deve ter, no mínimo, 15 (quinze) linhas escritas.
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