segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Fernando Pessoa


Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de junho de 1888 — Lisboa, 30 de novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.

É considerado um dos maiores poetas de língua portuguesa tendo seu valor comparado ao de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou-o, ao lado de Pablo Neruda, o mais representativo poeta do século XX. Por ter vivido a maior parte de sua juventude na África do Sul, a língua inglesa também possui destaque em sua vida, com Pessoa traduzindo, escrevendo, trabalhando e estudando no idioma. Teve uma vida discreta, em que atuou no jornalismo, na publicidade, no comércio e, principalmente, na literatura, na qual desdobrou-se em várias outras personalidades conhecidas como heterônimos. A figura enigmática em que se tornou movimenta grande parte dos estudos sobre sua vida e obra, além do fato de ser o maior autor da heteronímia.

Morre de problemas hepáticos aos 47 anos na mesma cidade onde nascera, tendo sua última frase sido escrita na língua inglesa: "I know not what tomorrow will bring... ".

Fonte: Wikipedia

Sobre seus heterônimos:
http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=literatura/docs/pessoa

Mais informações:
http://fredb.sites.uol.com.br/pessoa.html

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Próximo curso preparatório

Nosso curso extensivo começa em 30 de setembro. Vejam no link abaixo a franquia LFG mais próxima da sua cidade e entrem em contato nos endereços encontrados no link para mais informações:

http://www.lfg.com.br/public_html/staticpages/index.php?page=20040622135937965

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

O DIA DA PROVA

As provas do Enem 2009

3 de outubro, sábado:
Prova I: das 13h às 17h30 - Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias

4 de outubro, domingo:
Prova II: das 13h às 18h30 - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação; e Matemática e suas Tecnologias.

Não se atrase! Os portões de acesso aos locais de prova em todo o Brasil serão abertos ao meio-dia e fechados às 12h55 (horário de Brasília). Depois disso não será permitida a entrada no local.

O que levar:

- Original do documento de identificação que você citou na ficha de inscrição (sem ele você não poderá fazer a prova);
- Cartão de Confirmação de Inscrição;
- Folha de respostas do questionário socioeconômico;
- Caneta esferográfica de tinta preta;
- Lápis preto nº 2;
- Borracha.


OBS: Se você não tiver recebido o Cartão de Confirmação de Inscrição, pode apresentar o comprovante de inscrição no lugar.

Apostas para o tema da redação

Queridos e queridas, é sempre muito complicado tentar acertar qual será o tema da redação do ENEM 2007, mas vamos brincar um pouco de Mãe Dinah e eleger 10 propostas de redação plausíveis. Optei por campos temáticos. Não há grandes novidades.
Aí vão:
1) Um meta-tema, explico: os próprios 10 anos do ENEM. Ou quem sabe um tema de metalinguagem: a própria escrita ou a dificuldade dos alunos nas redações?
2) Inclusão pelo esporte, ou algum tema relacionado à saúde ou portadores de deficiência. Prevenção contra a AIDS é outra discussão velha conhecida dos exames. Alimentação saudável. Um tema interessante seria a busca pela eterna juventude.
3) O desenvolvimento do Brasil e o nosso futuro, os desafios e o que fazer para chegar lá. Desenvolvimento sustentável é uma expressão da moda.
4) Uma proposta ligada ao meio ambiente. Muita gente aposta no Aquecimento Global como grande assunto do ano. Acho difícil. Muito manjado. No entanto, há outras discussões relacionadas importantes que podem cair, como os combustíveis renováveis e energias alternativas. Créditos de carbono. Escassez de água. Essas coisas...
5) A fome e sua erradicação ou outro grave problema social, como a distribuição de renda e a geração de emprego. Se focar no jovem, pode ser futuro profissional.
6) Desafios para a integração da América do Sul.
7) Inclusão digital ou influências da tecnologia, seu papel na educação ou na conexão entre pessoas.
8) A importância da democratização do ensino superior de qualidade ou outro tema de educação, como erradicação do analfabetismo.
9) Violência tem sido um dos assuntos prediletos. Maioridade penal seria polêmico demais para o ENEM, mas nuca se sabe...
10) Tropicália... a antropofagia como traço fundante da cultura nacional. Em cultura o que mais poderia ser? Talvez influências da cultura estrangeira ou projeção da cultura brasileira no mundo.
Quanto ao caos aéreo, acho um tema muito elitista para o ENEM.
O bom mesmo seria se os examinadores do ENEM fossem bem criativos e nos surpreendessem positivamente.

Aquecimento global - o tema mais comentado em todos os cursos

Para quem quiser ler um pouco de última hora.

http://www.terrazul.m2014.net/spip.php?article231

O Simbolismo

A partir de 1880, na França, verifica-se uma reação contra as concepções cientificistas da classe dominante, representadas na literatura pelo fatalismo naturalista e pelo rigor parnasiano.

O Simbolismo surge como uma recusa a todos os valores ideológicos e existenciais da burguesia.

Em vez da "belle époque" do capitalismo financeiro e industrial, do imperialismo que se adonava de boa parte do mundo, temos:

· o marginalismo de Verlaine,
· o amoralismo de Rimbaud e
· a destruição da linguagem por Mallarmé.

O artista experimenta agora, à maneira dos românticos, um profundo mal-estar na cultura e na realidade. Mergulha então no irracional, fugindo ao mundo proposto pelo racionalismo burguês, e descobrindo neste mergulho um universo estranho de associações de idéias, lembranças sem um significado definido.

Os simbolistas vão mais longe que os românticos, descendo até os limites do subconsciente e mesmo do inconsciente.

Universo etéreo e brumoso, de sensações evanescentes que o poeta deve reproduzir através da palavra escrita, se é que existem palavras para exprimi-las.

“Inimiga do ensinamento, da declamação, da falsa sensibilidade, da descrição objetiva, a poesia simbolista procura vestir a Idéia de uma forma sensível”, diria Jean Moréas.

Diz Mallarmé:

“Os parnasianos tomam os objetos em sua integridade e mostram-nos. Por isso carecem de mistério. Descrever um objeto é suprimir três quartas partes do prazer de um poema, que é feito da felicidade de adivinhar-se pouco a pouco. Sugerir, eis o sonho. E o uso perfeito deste mistério é o que constitui o símbolo: evocar o objeto para expressar um estado de alma através de uma série de decifrações.”

“Eu escrevia silêncios, noites, anotava o inexprimível. Fixava vertigens”, exclamaria Rimbaud.

São criadas novas imagens, novas metáforas e símbolos. Acentua-se o caráter obscuro de certas palavras e o emotivo de outras, tudo como repúdio à linguagem poética usual, carregada de lugares-comuns, clichês e frases-feitas que se repetiam de geração em geração.

Trata-se de reinventar a linguagem, explorar suas possibilidades, recriá-la palavra após palavra, à procura de imagens originais e envolventes.

A verdadeira poesia consiste em não-dizer, não-declarar, não designar as coisas pelos seus nomes triviais. A verdadeira poesia está em insinuar, dizer figuradamente, sugerir.

O Simbolismo define-se assim pelo anti-intelectualismo. Propõe a poesia pura, não racionalizada, que use imagens e não conceitos. É uma poesia difícil, hermética, misteriosa, que destrói a poética tradicional.

Um poema que expressa essas características...

Arte Poética

A Charles Morice

Antes de qualquer coisa, música
e, para isso, prefere o Ímpar
mais vago e mais solúvel no ar,
sem nada que pese ou que pouse.
E preciso também que não vás nunca
escolher tuas palavras em ambiguidade:
nada mais caro que a canção cinzenta
onde o Indeciso se junta ao Preciso.
São belos olhos atrás dos véus,
é o grande dia trêmulo de meio-dia,
é, através do céu morno de outono,
o azul desordenado das claras estrelas!
Porque nós ainda queremos o Matiz,
nada de Cor, nada a não ser o matiz!
Oh! O matiz único que liga
o sonho ao sonho e a flauta à trompa.
Foge para longe da Piada assassina,
do Espírito cruel e do Riso impuro
que fazem chorar os olhos do Azul
e todo esse alho de baixa cozinha!
Toma a eloquência e torce-lhe o pescoço!
Tu farás bem, já que começaste,
em tornar a rima um pouco razoável.
Se não a vigiarmos, até onde ela irá?
Oh! Quem dirá os malefícios da Rima?
Que criança surda ou que negro louco
nos forjou esta joia barata
que soa oca e falsa sob a lima?
Ainda e sempre, música!
Que teu verso seja um bom acontecimento
esparso no vento crispado da manhã
que vai florindo a hortelã e o timo...
E tudo o mais é só literatura.

(Paul Verlaine)

Música e poesia

Na tentativa de sugerir infinitas sensações aos leitores, os simbolistas aproximam a poesia da música, através do manejo especial de ritmos da linguagem, esquisitas combinações de rimas, repetição intencional de certos fonemas, o sentido se submete à sonoridade.

Simbolismo no Brasil

O Simbolismo no Brasil é um movimento que ocorre à margem do sistema cultural dominante.

Seu próprio desdobramento aponta para províncias de escassa ressonância: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Os adeptos da nova estética tornam-se alvo de zombarias, quando não de desprezo. A maioria dos críticos não os compreende e o público leitor mostra-se indiferente ou hostil frente aquela poética aristocrática, complicada, pretensiosa. Somente depois do triunfo modernista, alguns desses poetas seriam revalorizados.

As primeiras experiências de acordo com os novos preceitos são realizadas por Medeiros e Albuquerque, a partir de 1890. Porém, os textos que verdadeiramente inauguram o Simbolismo pertencem a Cruz e Souza que, em 1893, lança duas obras renovadoras: Broquéis e Missal. A primeira compõe-se de poemas em versos e a segunda de poemas em prosa.

Cruz e Sousa (1861-1898)

Sobre ele:

A obra de Cruz e Sousa é a mais brasileira de um movimento que foi, entre nós, essencialmente europeu. Nela opera-se uma tentativa de síntese entre formas de expressão prestigiadas na Europa e o drama espiritual de um homem atormentado social e filosoficamente. O resultado passa, às vezes, por poemas obscuros e verborrágicos mas, na maioria dos casos, a densidade lírica e dramática do "Cisne Negro" atinge um nível só comparável ao dos grandes simbolistas franceses. O primeiro aspecto que percebemos em sua poética é a linguagem renovadora.

A linguagem metafórica e musical

Ainda que sua formação tenha sido dentro do Parnasianismo - e desta escola ele guarde o cultivo da perfeição e o gosto pela métrica e pelo soneto - Cruz e Sousa foge da objetividade lingüística e dos lugares-comuns verbais de seus antecessores. No seus poemas, abundam substantivos comuns com iniciais maiúsculas e palavras raras. A linguagem denotativa quase desaparece na quantidade de símbolos, aliterações*, sinestesias*, esquisitas harmonias sonoras.

*Sinestesias: correspondência entre as diversas sensações, sons, olhares e cheiros.
*Aliterações: repetição de fonemas no início, meio ou fim das palavras.

Ao contrário do texto parnasiano, o simbolista exige do leitor um esforço de decifração, de "tradução" da realidade sugerida para a realidade concreta. A todo momento o poeta apela para a linguagem metafórica.

Da mesma forma, quando necessitado de novas palavras com sonoridade originais, ele não tinha vergonha de inventá-las: "purpurejamento - suinice - tentaculizar - maternizado etc.

A rigor, os seus assuntos são limitados:
  • A obsessão pela cor branca
  • O erotismo e sua sublimação
  • O sofrimento da condição negra
  • A espiritualização

Manuel Bandeira sintetizou bem a poderosa poética de Cruz e Sousa:

“Dos sofrimentos físicos e morais de sua vida, do seu penoso esforço de ascensão na escala social, do seu sonho místico de uma arte que seria uma 'eucarística espiritualização', do fundo indômito de seu ser de 'emparedado' dentro da raça desprezada, ele tirou os acentos patéticos que lhe garantem a perpetuidade de sua obra na literatura brasileira. Não há gritos mais dilacerantes, suspiros mais profundos do que os seus.”

Antífona

Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras

Formas do Amor, constelarmante puras,
De Virgens e de Santas vaporosas...
Brilhos errantes, mádidas frescuras
E dolências de lírios e de rosas...

Indefiníveis músicas supremas,
Harmonias da Cor e do Perfume...
Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,
Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...

Visões, salmos e cânticos serenos,
Surdinas de órgãos flébeis, soluçantes...
Dormências de volúpicos venenos
Sutis e suaves, mórbidos, radiantes...

Infinitos espíritos dispersos,
Inefáveis, edênicos, aéreos,
Fecundai o Mistério destes versos
Com a chama ideal de todos os mistérios.

Do Sonho as mais azuis diafaneidades
Que fuljam, que na Estrofe se levantem
E as emoções, todas as castidades
Da alma do Verso, pelos versos cantem.

Que o pólen de ouro dos mais finos astros
Fecunde e inflame a rima clara e ardente...
Que brilhe a correção dos alabastros
Sonoramente, luminosamente.

Forças originais, essência, graça
De carnes de mulher, delicadezas...
Todo esse eflúvio que por ondas passa
Do Éter nas róseas e áureas correntezas...

Cristais diluídos de clarões alacres,
Desejos, vibrações, ânsias, alentos
Fulvas vitórias, triunfamentos acres,
Os mais estranhos estremecimentos...

Flores negras do tédio e flores vagas
De amores vãos, tantálicos, doentios...
Fundas vermelhidões de velhas chagas
Em sangue, abertas, escorrendo em rios...

Tudo! vivo e nervoso e quente e forte,
Nos turbilhões quiméricos do Sonho,
Passe, cantando, ante o perfil medonho
E o tropel cabalístico da Morte...

Cruz e Souza

Alphonsus de Guimaraens (1870-1921)

Mineiro, passado quase toda a sua vida nas cidades barrocas e decadentes da região aurífera, sua poesia gira em torno de pouco assuntos:
  • a morte da amada
  • a religiosidade litúrgica

No Rio Grande do Sul, o principal simbolista foi Eduardo Guimarães (A divina quimera, 1916). No Paraná, destacou-se Emiliano Perneta (Ilusão,1911). Na Bahia, surgiu a poética estranha de Pedro Kilkerry. Verdade que estes escritores ficam em segundo plano, diante da figura esplêndida de Cruz e Sousa, mas contribuem para a expansão de uma onda simbolista. Uma onda quase invisível, dado o domínio parnasiano e a posterior vitória modernista, e que só seria percebida nos livros iniciais de Manuel Bandeira, Vinícius de Moraes, Cecília Meireles e Mário Quintana, todos com maior ou menor influência do Simbolismo.

Pré-modernismo

As duas primeiras décadas do século XX não registram, no Brasil, convulsões semelhantes às ocorridas na Europa. A abolição da escravatura e o golpe republicano pouco haviam alterado as estruturas básicas do país. A economia - ainda voltada para as necessidades dos países europeus - assentava-se na dependência externa e no domínio interno dos cafeicultores.

Porém, algumas mudanças iam se desenhando. A urbanização, o crescimento industrial e a imigração modificam a fisionomia da sociedade brasileira. Nas cidades, começa a se formar uma classe média reformista. Simultaneamente, emerge uma massa popular insatisfeita e propensa a revoltas irracionais como, por exemplo, a rebelião contra a vacina obrigatória.

Na zona rural, produzem-se confrontos de maior ou menor intensidade dentro das classes dominantes, das violentas mas restritas lutas entre coronéis em determinadas regiões até a verdadeira guerra civil - que se trava no Rio Grande do Sul - entre republicanos e maragatos. Não esqueçamos também que, nesse período, irrompem as revoluções camponesas de Canudos (1896-1897) e do Contestado (1912).

Os primeiros vinte anos do século são marcados tanto pela presença de resíduos culturais do século XIX como pela busca de novas formas de expressão. E, acima de tudo, por um desejo individual - e nem sempre explícito - de redescoberta crítica do Brasil. De um Brasil esquecido, ignorado e, por vezes, doente, mas que precisa ser mostrado, discutido, interpretado.

Euclides da Cunha e Graça Aranha. Valem-se da literatura - o primeiro da linguagem, o segundo da estrutura do romance - para questionar a realidade brasileira e debater o seu futuro. Estão muito próximos do ensaio e o livro “Os sertões” se tornará o maior divisor de águas em nossa cultura, durante todo o século XX.

Autores considerados pré-modernistas

» Euclides da Cunha
» Graça Aranha
» Lima Barreto
» Monteiro Lobato
» Simões Lopes Neto
» Augusto dos Anjos